Novo Hamburgo poderá ter Museu Arqueológico no bairro Kephas
“Sofremos há 508 anos”. A enfática afirmação é do cacique da comunidade Kaingang de São Leopoldo, Darci Fortes, que esteve na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo nesta terça-feira, dia 22, referindo-se à chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. Parte da sessão ordinária foi dedicada à discussão sobre a preservação da cultura indígena. Uma Aula Pública proposta pelo vereador Ralfe Cardoso (PSOL) reuniu índios, pesquisadores e cerca de 100 estudantes para debater o tema em alusão ao Dia do Índio, comemorado em 19 de abril.
Crédito: Maíra Kiefer/AI-CMNH

Cacique da comunidade Kaingang de São Leopoldo falou no Legislativo
O destaque foi o anúncio da possibilidade um Museu Arqueológico no bairro hamburguense Kephas, que abriga uma gruta onde foram encontrados fosseis de um índio, hoje expostos em Taquara. Segundo o jornalista e escritor Agnaldo Charoy, autor do livro A Pré-história de Novo Hamburgo – A História dos Vencidos, a proposta passa por análise do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Em sua fala ele salientou ainda a importância dos povos que habitavam a região antes da chegada dos colonizadores, expondo imagens de sua pesquisa.
Na seqüência, o professor da Unisinos Jairo Rogge abordou a origem dos povos indígenas que habitavam a América na chegada dos europeus, trazendo mapas ilustrativos. “Na verdade o descobrimento da América foi feito pelos índios vindos da Ásia muito antes dos europeus”, explica. O índio Darci fortes justificou a presença indígena nos centros urbanos. “Temos que sobreviver vendendo nosso artesanato nas cidades. Florestas não existem mais”, reclama o cacique. Para o vereador Ralfe, o objetivo da atividade foi cumprido, “debater o tema de forma educativa”.
1 Comentário
Comentários RSS URI identificador do TrackBack
Deixe um comentário

[...] a terceira Aula Pública promovida pelo Legislativo hambuguense em 2008. As anteriores abordaram o Dia do Índio e o Dia dos [...]