Os escândalos de corrupção no Governo do Estado ocupam parte da pauta na Câmara Municipal de Novo Hamburgo nesta terça-feira, dia 17. Os vereadores avaliam moção de repúdio proposta por Ralfe Cardoso (PSOL) manifestando indignação e defendendo o impedimento da governadora Yeda Crusius (PSDB) e do vice, Paulo Feijó (DEM). O documento foi apresentado no Legislativo hamburguense na semana passada, um dia após o protocolo do pedido de impeachment feito pela deputada federal Luciana Genro (PSOL) à Assembléia Legislativa.

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Para o autor da moção, o Governo Yeda não tem legitimidade para seguir à frente do Palácio Piratini. Ralfe aponta nas declarações do ex-chefe da Casa Civil, César Busatto, o principal fator. “Não é possível que o articular político fale abertamente sobre corrupção como fez e o governo saia impune”, argumenta. Justificando a moção, o vereador afirma que os representantes da comunidade hamburguense precisam se posicionar. “Não podemos concordar com essa maneira nefasta de fazer política. A sociedade não suporta mais tanta sujeira.”
A moção condena o esquema de corrupção que desviou mais de R$ 40 milhões do Detran-RS, conforme denúncia do Ministério Público, manifestando repúdio ao Governo do Estado. Além de sugerir o impedimento de Yeda e Feijó, sugere a realização de novas eleições diretas para governador. O representante do PSOL salienta ainda a postura autoritária do governo frente às manifestações populares. “Na democracia não tem espaço para ações truculentas por parte do Estado contra os movimentos sociais como as que vimos na semana passada”, conclui.
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